Diocese de Amargosa, seus Bispos e uma história.

Prestes a completar suas bodas de brilhante, 75 anos de criação, 1942-2017 – a Diocese de Amargosa continua firme no seu propósito maior, evangelizar. Ao longo de sua existência teve uma participação ativa na formação de cidadãos do nosso mundo contemporâneo. Muitos cidadãos, empresários, políticos de renome, mestres e doutores que já deram e continuam dando sua contribuição com a nossa sociedade, tiveram suas origens no seminário de Amargosa.

Do seio da Diocese de Amargosa saiu Dom Florêncio Sizinio Vieira, seu primeiro bispo, o qual adotou como lema a sua própria forma de trabalhar: forte e suave; seu trabalho consistiu na criação do seminário menor, ordenação de diversos sacerdotes, incentivo à implantação dos movimentos da juventude daquela época, a exemplo da JAC-Juventude Agrária Católica; JEC-Juventude Estudante Católica e JOC-Juventude Operária Católica.

Seu segundo bispo diocesano foi Dom Alair Vilar Fernandes de Melo, potiguar, vindo de Natal – RN, homem de uma cultura extraordinária, adotou como seu lema: enviou-me para evangelizar. Incentivador da organização dos movimentos eclesiais de base; rebriu o seminário menor e trabalhou a formação de seminaristas em Amargosa, enviando posteriormente para Aparecida para concluir os estudos de curso superior. Deixou a diocese em maio de 1988, quando foi transferido para assumir como arcebispo metropolitano de Natal-RN, sua cidade natal. Ordenou vários sacerdotes para a Diocese, dentre eles, padre Nelson Franca, Padre Almiro Rezende, Padre Raimundo Costa, ambos ainda hoje servindo à Diocese de Amargosa.

Com a sua saída assume a Diocese Dom João Nilton, seu terceiro bispo. Filho da própria cidade de Amargosa, mas que estava servindo como bispo coadjutor da Diocese de Bom Jesus da Lapa. Adotando o seu estilo de servidor do Reino, escolheu para seu lema: seja feita a sua vontade. Dom João apresenta-se muito mais como pastor que como administrador. Grande incentivador das vocações sacerdotais e religiosa, é responsável pela ordenação de mais de 80% do atual clero da Diocese de Amargosa. Manteve o seminário menor em Amargosa sempre preparando jovens para o ministério sacerdotal; criou o seminário maior de Amargosa em Ilheus, agora em Salvador; adquiriu a emissora Rádio Clube de Santo Antonio de Jesus, grande parceira da evangelização diocesana de Amargosa.

No último dia 03 de julho, frente a uma imensa multidão de fiéis, foi empossado o seu 4º bispo diocesano, Dom Valdemir Ferreira dos Santos, com o seu lema: apascenta as minhas ovelhas. Frase dita pelo próprio Cristo a Pedro por ocasião de sua ida para o céu.  Dom Valdemir, oriundo da Diocese de Vitória da Conquista, que estava servindo até então à Diocese de Floriano-Piaui, chega como um sinal de esperança para a Igreja de Deus, neste pequeno chão da Diocese de Amargosa, especialmente neste momento em que a Igreja se encontra diante de tantos desafios sociais, religiosos, políticos e principalmente humanos. Cabe a nós, seus diocesanos, nos colocarmos primeiro em oração pelo seu fecundo pastoreio, mas também, nos colocarmos à sua disposição para somar esforços em nome desta igreja.

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Dom João Nilton – Dom Florêncio e Dom Alair.  Dom Valdemir – Bispo Atual

Da Diocese de Amargosa surgiram também outros pastores para a Igreja de Deus, dentre eles:

Dom Walfrido Teixeira Vieira. Sua ordenação presbiteral se realizou em Amargosa-BA, aos 29 de junho de 1946. Sua nomeação episcopal se deu aos 15 de março de 1961, como bispo titular de Lauranda e bispo auxiliar do Cardeal Arcebispo de Salvador. Sua ordenação episcopal se realizou em Salvador, aos 26 de junho de 1961, por D. Augusto Álvaro da Silva, permanecendo até 1965. Foi nomeado bispo diocesano de Sobral pelo Papa Paulo VI, aos 06 de janeiro de 1965, vindo a tomar posse dessa diocese no dia de São José do referido ano.

Dom Jairo Matos da Silva, foi ordenado sacerdote na Igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Castro Alves (BA), por Dom Florêncio Sizinio Vieira. Foi nomeado Vigário paroquial de Santo Antonio de Jesus (em 29/12/1954). Após a morte do pe. Antonio Oliveira, titular, foi nomeado pároco. Em 11/01/1963 foi transferido para Jequié, ná época ainda pertencente à Diocese de Amargosa. Ali permaneceu durante 11 anos, até sua nomeação como bispo da diocese de Bonfim (aos 16 de janeiro de 1974), pelo papa Paulo VI. Foi ordenado bispo no dia 05 de maio na praça da Igreja Matriz de Jequié. Chegou à cidade de Sr. do Bonfim no dia 02 de junho de 1974, tomando posse com 5º bispo da diocese.

Dom Esmeraldo Barreto de Farias, foi ordenado sacerdote em 9 de janeiro de 1977, na diocese de Amargosa. Em 2000, o papa João Paulo II o nomeou bispo da diocese de Paulo Afonso, na Bahia. Em 28 de fevereiro de 2007, o Papa Bento XVI o nomeou bispo da diocese de Santarém, deixando a diocese de Paulo Afonso com sede vacante. Aos 25 de junho de 2011 teve seu nome divulgado como membro da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB[1] . Em novembro de 2011, foi nomeado arcebispo de Porto Velho. Em 18 de março de 2015 foi nomeado pelo Papa Francisco bispo auxiliar para a Arquidiocese de São Luis do Maranhão.

Dom Climério Almeida de Andrade. Embora fosse um religioso pertencente à Arquidiocese de São Salvador, Dom Climério foi encardinado – integrado – na Diocese de Amargosa, servindo como padre em Jequié. Foi sagrado bispo em 24 de setembro de 1962, pelas mãos de Dom Florêncio Sizínio Viera. Foi bispo de Vitória da Conquista de de 1962 até 1981.

 

Dom Walfrido Vieira Dom Jairo Matos Dom Avelar e Dom Climério  Dom Esmeraldo
3º-Bispo-Dom-Walfrido-Teixeira-Vieira  dom-jairo dom-climerio-e-dom-avelar  dom-esmeraldo-03

O Monsenhor Antonio José de Almeida, um dos fundadores da diocese em 1941 / 42, construtor da Catedral de Nossa Senhora do Bom Conselho em 1936, dizia sempre: Igreja velha sempre jovem. Quando combatida vence, quando atraiçoada triunfa!

Obs. Dom Avelar Brandão Vilela (à esquerda na 3ª foto) não fez parte do clero de Amargosa. Foi Cardeal Arcebispo de Salvador, Primaz do Brasil.

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